terça-feira, 18 de maio de 2010

Blablazando sobre mim

Hoje eu não tenho assunto. Sabia que esse dia chegaria mais cedo ou mais tarde, só não esperava que fosse com menos de uma semana de blog. Ah, e daí?, não é como se mais de duas pessoas se dessem ao trabalho de ler, né? Então enrolar não faz diferença.

Recebi, agora há pouco, uma ligação da presidente da Agência Experimental do meu curso na faculdade, convocando-me para fazer a cobertura fotográfica da Semana Acadêmica do curso de Direito amanhã de manhã. Eu disse sim. Quando desliguei, parei pra pensar no que isso representava: aceitando oportunidades como essa, eu estou começando a firmar meu caminho de tijolos em uma área profissional. São pedrinhas, ainda, mas toda caminhada tem um primeiro passo. E me assustei um pouco ao perceber que metade de mim não achava ruim.

Ando dividida entre querer crescer logo e evitar esse destino a todo custo. Por um lado, acho que eu tenho a necessidade de amadurecer, aprender coisas novas que nem todo mundo sabe e falar delas, mostrar algum potencial em uma carreira, ganhar meu próprio dinheiro, virar uma mulher trabalhadora e bem-sucedida e, aos poucos, tornar-me independente. Essa parte é a mais nova pra mim, porque antes eu nunca tinha desejado algo parecido. Faculdade e trabalho eram coisas que viriam se necessárias num estágio avançado da minha vida, quando eu já tivesse visto tudo o que eu queria ver.

Por outro lado... esse espírito de juventude ainda me belisca por dentro. Eu sou adulta apenas perante a lei, porque, dentro da minha cabeça, eu não sei fazer nada que um adulto tenha que fazer. Claro, jamais serei uma vocalista pré-adolescente de sucesso mundial como eu tanto quis (e, convenhamos, o mundo não precisa de mais crianças famosas, Justin Bieber), ou uma escritora de ficção prodígio. Mas eu ainda posso ser uma vocalista de sucesso mundial ou uma escritora de ficção. Eu ainda nem tenho idade pra aproveitar Las Vegas, então tenho tempo pra isso também; fora o fato de eu ter acabado de atingir a idade na qual não preciso mais de autorização dos pais pra viajar o mundo e tirar fotos épicas, como sempre sonhei. Mas, pra isso, eu queria realmente usar o presente e não deixar tudo pro futuro.

Sei que já falei um pouco sobre isso aqui, mas agora as coisas fazem um pouco mais de sentido. Obviamente, não a solução, mas o problema em si. Eu só fico balançando em cima do muro quando um lado pesa mais - e, conseqüentemente, me afasta um pouco do outro. Como a minha dedicação à Agência e o meu interesse em alcançar um status bom dentro dela significando que, uma vez comprometida a isso, o outro lado não pode interferir demais. E eu não sei se meu lado tour-freak se contentaria em ser apenas um hobby.

Acho que o negócio é levar as coisas à medida com que vão acontecendo. Amanhã fotografarei palestrantes de Direito, mas nunca se sabe quando um show vai aparecer.

3 comentários:

Manoel disse...

Acho que voce ainda nao faz ideia de como tem chances (enormes) sim de ser, tanto a cantora adolescente de sucesso, quanto a escritora prodígio. Mas é igual o bungee jump (?), só precisa de um empurrãozinho pra sair voando por aí.
reree
<3

Matheus Chequim disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Matheus Chequim disse...

sair voando por aí? mano, você sabe como funciona um bungee jump? por favor, não tente isso antes de ter uma conversa comigo.

hahahahah

começando com uma frase clichê: nós somos muito jovens, cara.

quer uma lista de bandas que se formaram na época de faculdade? e mesmo que isso fosse exceção, cada um tem a sua trajetória. você quer ser a luly e sua própria história ou a 'nova-alguém' e seu passado padrão? os 'novos-alguéns' só fortalecem a imagem dos 'alguéns' ao invés de abrir seu próprio espaço.

e vamos combinar que essa história de esforço e dedicação integral é uma grande balela. é tudo questão de competência e sorte. e alguém duvida da sua competência?

o pior é que eu te vejo lendo com pessimismo cada frase que eu escrevo. só saiba que isso não te torna menos competente.

boas fotos amanhã.