quinta-feira, 27 de maio de 2010

Ônibus cheio e Cachorros

Tenho que dizer, ônibus lotado é uma merda. Espero Acho que não existe ninguém que curte um fedor calor humano de final de dia, ter que ganhar abraços de passageiros recém-embarcados e cair no colo de estranhos após uma freiada brusca. Coisas esquisitas e constrangedoras já aconteceram dentro desse transporte público com você também.

Ontem peguei um ônibus no meio da tarde e fiquei surpresa com a quantidade de gente nele. Foi um parto apenas conseguir passar pela catraca e acabei tendo que ficar de pé ao lado da porta (com outras 10 pessoas ao meu redor só naquele raio de 2 metros). Uma coisa boa de ter uma galera assim espremida é que você não desliza pra lá e pra cá nas curvas. Entretanto, quando alguém, digamos, sobrepeso embarca e precisa passar pela parte mais estreita do corredor - quando você se encontra bem ali -, no fundo da sua mente não existe amor ao próximo. Mas você se encolhe, correndo o risco de assediar inintencionalmente a senhora sentada no banco logo abaixo de você.

Sei que desta vez eu não tinha escolha, mas da próxima que eu tiver que dividir o ônibus com mais quintentas e doze pessoas, vou evitar ficar perto da porta. É que, quando você não consegue se mexer, você nunca sabe quando alguém precisa chegar até a saída pra descer - e tudo acaba sendo uma surpresa. Um senhor se apoiou no ferro no qual o botão de "Solicitar Parada" fica e seu braço gordo batia seguidamente no meu pescoço. Ew.

Porém, além do mau cheiro e crianças pentelhas que choram histericamente por toda a viagem, eu gosto quando há pessoas interessantes no ônibus. Tinha esse casal, por exemplo, que eu tenho quase certeza que trabalhava na Chilli Beans (emprego que é meu sonho de consumo bem lá no fundo do coração). Os dois eram pessoas inspiradoras no quesito moda: ela, de pele morena, cabelos curtinhos presos num rabo de cavalo, óculos old school, colete e all star; ele, alargadores, Ray-Bans, cabelo raspado. Posso estar sendo influenciada pelas bostas que são as novelas de hoje com seus pares românticos monocromáticos, mas um casal dois-amores cheio de estilo foi revigorante.

Além disso, eu vi na rua uma garota que eu tinha visto muito tempo atrás, quando ela pedalava sua bicicleta com os cabelos platinados, óculos e tatuagem no bracinho magro. Dessa vez ela estava de agasalho, por causa do frio dessa cidade maravilhosa, mas ainda assim era uma daquelas fotos que eu adoraria ter tirado.

Sei que o post já está longo, mas antes de ir eu queria comentar uma coisa. Na esquina da minha rua, tem uma casa térrea, ligeiramente sombria. Às vezes eu penso que é um cativeiro onde o proprietário mantém seus reféns e depois os mata, mas fica em off. O fato é que, a cada dia que eu passo na frente do portão, há um cachorro a mais. Vira-latas, na sua maioria. O lugar é péssimo, sujo e tem o odor mais fétido que eu já senti na vida. Hoje, por exemplo, eu contei 16 (DEZESSEIS!!) cachorros lá. Os animaizinhos ganiam e choravam e mal conseguiam transitar pelo quintal-canil imundo que o dono improvisou.

Assim, eu admiro aquelas pessoas que têm o empenho de cuidar de cachorros de rua em suas próprias casas, mas eu tenho a nítida impressão de que aqueles bichinhos não são cuidados de forma alguma. Uma pessoa deve saber seus limites e, se aquele cara não está dando atenção à eles, eu tenho medo de pensar qual é a finalidade daquilo. Se eu não tivesse um demoniozinho em forma de cadela nem medo de descobrir quem mora na casa, eu daria um jeito de arrumar a situação.

Ai, fiz uma bíblia. Quem chegou até aqui, amém.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Leitores ocultos e Trabalhos em equipe

É engraçado descobrir que tem pessoas que lêem o meu blog que eu nem imaginaria que o fazem. Claro, a grande maioria não comenta - simplesmente por não ter o que falar depois de ler um texto de alguém que também não tinha o que falar -, mas eu realmente acreditava que o círculo de leitores se resumia a uns 3. Três que sabem quem são.

Enfim, eu não vou me matar, seja lá da onde vocês tiraram essa ideia. A verdade é que vocês nunca viram o meu lado sombrio; este eu procuro manter escondido em um blog que serve apenas de desabafo. Para aqueles que lêem meu Twitter e ficam preocupados com as minhas tendências suicidas (?), relaxem. Eu prefiro morrer de um jeito mais legal. Eu só sou um pouco intolerante com, hm, tudo. Hehe.

Hoje foi melhor que ontem. Ontem foi uma das segundas-feiras mais estressantes dos últimos tempos, porque todas as minhas irritações em relação à certas coisas simplesmente se potencializaram. É aquela coisa que eu vejo com muita freqüência hoje em dia: você se compromete à uma responsabilidade, mas ninguém mais o faz. Sempre sobra pra alguém e, desde o colégio, esse alguém sou eu. Eu não sou perfeita, sou perfeccionista, por isso tanto as pessoas ao meu redor quanto eu mesma sempre preferiram que fosse eu, sozinha, a terminar algum tipo de trabalho.

Ah, esse meu jeito é complicado. Ao mesmo tempo que eu, teimosa, acho melhor estar comigo mesma e fazer tudo do meu jeito, no qual tudo que se encaixa na minha cabeça tem mais probabilidade de se encaixar fora dela, eu gostaria de não me sentir usada como uma estranha no grupo que está lá apenas pra fazer a parte difícil. O melhor seria ter existido apenas trabalhos individuais, sempre. Ou isso, ou eu deveria ter arranjado best friends nas salas de aula pelas quais passei.

Enfim, o esforço valeu a pena. Hoje foi um dia bom, com uma companhia maravilhosa na hora do almoço e mais trabalho à tarde. Pelo menos foi um daqueles dias nos quais você está cercado de pessoas que, na sua maioria, não querem chutar a sua cara ou, sei lá, te encontrar fora da faculdade pra te matar. É muito ódio no coração, família Restart!

P.S.: Thumbs up se você viu Justin Bieber no American Idol, demonstrando grandes habilidades na bateria. Mas ele estava dublando o resto do tempo, prontofalei.

domingo, 23 de maio de 2010

Meninas de aliança e Blá

Sem lição de moral, voltei. Não sei se preciso manter o blog com posts diários; nem eu entro no meu blog diariamente, imagine você. Não tive pique nem assunto nem vontade de atualizar, por isso... não atualizei.

Estou me sentindo esquisita, como se eu precisasse dizer alguma coisa, fazer alguma coisa, mas não consigo. Não sei organizar minhas ideias na cabeça, então elas vão pro papel pra tela do computador. Percebi, nos últimos dias, que as pessoas devem dar valor às outras, porque basta 10 minutos pra elas se arrependerem de não tê-lo feito. Percebi também que guardar lembranças ruins só pra não esquecer de não repetir os mesmos erros faz mal. E também que a minha mente trabalha involuntariamente, quando eu não estou prestando atenção, pra que as coisas erradas estejam em primeiro plano.

Mas vamos deixar as coisas muito pessoais pro meu blog muito pessoal. Agora, sempre que eu vejo alguma menina na rua, no ônibus, na faculdade, etc., que tenha aliança de namoro, eu presto mais atenção nela que o normal. Não sei se é comum, mas eu faço. Porque eu fico tentando imaginar por que é que alguém namoraria com ela: se ela é bonita, fica mais fácil; se ela é feia, eu fico pensando se ela é super querida. Às vezes ela só tem um olho bonito, aí eu penso, "Tá, o namorado dela deve elogiar o olho dela um mooonte." Às vezes ela é daquelas baixinhas com cara de criança, aí eu penso, "Ele deve dizer que ela é fofinha." Quando ela é daqueles mulherões que têm cabelo loiro oxigenado e tem dentes enormes e brancos e usam botas de salto alto e roupas de mulher bem sucedida e carregam uma pasta de Direito, eu reviro os olhos e fica nisso mesmo.

Aí eu me pergunto o que será que as outras meninas pensam de mim. Tipo, supondo que elas sejam desocupadas como eu e fiquem analisando as outras (o que, acho eu, não deve ser muito difícil de acontecer). Vai que elas olham e têm o pensamento que eu tenho quando vejo uma menina feia de aliança? Com certeza o pensamento do mulherão elas não têm. Eu acho legal quando o meu primeiro pensamento é, "Ah, dá pra saber por que ela tá namorando", porque quer dizer que a menina não tem cara de nojenta, mas não tenho certeza se outras garotas tem a mesma simpatia para comigo.

Pior é quando a gente pensa "Putz, será que é esse o modelo que todo cara quer de namorada?", e é o mulherão. Insegurança mil.

Ainda sem empenho pro blog. Fica por isso mesmo.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Blablazando sobre mim

Hoje eu não tenho assunto. Sabia que esse dia chegaria mais cedo ou mais tarde, só não esperava que fosse com menos de uma semana de blog. Ah, e daí?, não é como se mais de duas pessoas se dessem ao trabalho de ler, né? Então enrolar não faz diferença.

Recebi, agora há pouco, uma ligação da presidente da Agência Experimental do meu curso na faculdade, convocando-me para fazer a cobertura fotográfica da Semana Acadêmica do curso de Direito amanhã de manhã. Eu disse sim. Quando desliguei, parei pra pensar no que isso representava: aceitando oportunidades como essa, eu estou começando a firmar meu caminho de tijolos em uma área profissional. São pedrinhas, ainda, mas toda caminhada tem um primeiro passo. E me assustei um pouco ao perceber que metade de mim não achava ruim.

Ando dividida entre querer crescer logo e evitar esse destino a todo custo. Por um lado, acho que eu tenho a necessidade de amadurecer, aprender coisas novas que nem todo mundo sabe e falar delas, mostrar algum potencial em uma carreira, ganhar meu próprio dinheiro, virar uma mulher trabalhadora e bem-sucedida e, aos poucos, tornar-me independente. Essa parte é a mais nova pra mim, porque antes eu nunca tinha desejado algo parecido. Faculdade e trabalho eram coisas que viriam se necessárias num estágio avançado da minha vida, quando eu já tivesse visto tudo o que eu queria ver.

Por outro lado... esse espírito de juventude ainda me belisca por dentro. Eu sou adulta apenas perante a lei, porque, dentro da minha cabeça, eu não sei fazer nada que um adulto tenha que fazer. Claro, jamais serei uma vocalista pré-adolescente de sucesso mundial como eu tanto quis (e, convenhamos, o mundo não precisa de mais crianças famosas, Justin Bieber), ou uma escritora de ficção prodígio. Mas eu ainda posso ser uma vocalista de sucesso mundial ou uma escritora de ficção. Eu ainda nem tenho idade pra aproveitar Las Vegas, então tenho tempo pra isso também; fora o fato de eu ter acabado de atingir a idade na qual não preciso mais de autorização dos pais pra viajar o mundo e tirar fotos épicas, como sempre sonhei. Mas, pra isso, eu queria realmente usar o presente e não deixar tudo pro futuro.

Sei que já falei um pouco sobre isso aqui, mas agora as coisas fazem um pouco mais de sentido. Obviamente, não a solução, mas o problema em si. Eu só fico balançando em cima do muro quando um lado pesa mais - e, conseqüentemente, me afasta um pouco do outro. Como a minha dedicação à Agência e o meu interesse em alcançar um status bom dentro dela significando que, uma vez comprometida a isso, o outro lado não pode interferir demais. E eu não sei se meu lado tour-freak se contentaria em ser apenas um hobby.

Acho que o negócio é levar as coisas à medida com que vão acontecendo. Amanhã fotografarei palestrantes de Direito, mas nunca se sabe quando um show vai aparecer.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Procrastinating e "16 and Pregnant"

Eu odeeeeeeeeio segunda-feira. Por mais clichê que isso soe, é muito verdade. Aí não sei se é uma coisa boa ter duas aulas legais no primeiro dia útil da semana, porque, por um lado, elas pelo menos amenizam a agonia de ter que deixar a preguiça em casa já às sete da manhã; por outro, eu mal consigo ficar acordada na aula de Processos Criativos quando não me é exigido pensar (e sim apenas ouvir).

Eu já falei que minha vontade de fazer trabalhos acadêmicos não é abrangente em relação às matérias que eu tenho e foca-se apenas em maios ou menos duas delas. Se me pedem pra fazer um relatório sobre os aspectos internos de uma empresa... bla. Mas aí é que tá: meu orgulho nerd não me deixa não fazer o resto dos trabalhos de maneira aplicada, por isso eu acabo perdendo as vésperas das entregas fazendo tudo sozinha. Perfeccionismo é um negócio chato. E procrastination (por falta de palavra melhor em português) me dá um gás extra pra terminar meus projetos. Sério, eu só consigo fazer alguma coisa quando a data de entrega está por um fio. Meu TCC vai sofrer.

Acabei de deletar um parágrafo que eu enrolava desde que comecei esse post (o que faz algumas horas, que é como eu funciono: abro a página de postagem e fico dissertando por quanto tempo for necessário), porque o assunto que eu falava não é nem de perto tão relevante quanto o que eu resolvi adotar. Para os curiosos, eu só falava de vídeos do Youtube.

Há algum tempo, parece que todo mundo resolveu morrer. Não me entendam mal, pessoas morrem todos os dias - dã -, mas o fato de acontecer com personalidades globais apenas deu a impressão de uma onda de fatalidades R.I.P. Dercy Gonçalves. Mas é outro fator comum que me surpreendeu hoje: o fato de pessoas que eu conheço - isso deixa implícito que possuem a mesma idade que eu - estarem grávidas. Olha, gravidez (ou a falta dela) é totalmente controlável hoje em dia. Eu não sei se essas meninas desejaram tanto um filho que não puderam esperar pra, sei lá, arranjar um emprego, ter uma estrutura favorável ou TERMINAR O CURSINHO, mas eu aposto minhas fichas que não.

Assim, eu não sei se isso me deixa preocupada. Não só aqui, mas nos Estados Unidos também, eu via garotas no meu colégio grávidas andando do seu armário pra aula de Inglês. Não é uma cena com a qual você se acostuma, justamente porque não precisava acontecer. Se estivéssemos na Idade Média, com uma expectativa de vida de 30 anos e arranjadas para o casamento desde crianças... mas elas estão na escola, no século XXI. Nem eu sei a dimensão da cambalhota que essas vidas vão dar, mas tenho certeza que nada mais vai ser a mesma coisa.

E, sabe, eu ficaria um pouquinho mais tranqüila - em relação à criança - se eu tivesse a mínima certeza de que essas meninas fossem amadurecer com isso, abraçar a responsabilidade que a falta de responsabilidade delas trouxe. Aí eu ouço que a futura mamãe sai todo final de semana - mesmo sem o futuro papai - e bebe como se não tivese preocupações e as imagens daquele programa "16 and Pregnant", da MTV, onde as adolescentes que acabaram de sair da maternidade procuram deixar os bebês com as mães pra aproveitar o resto da juventude. Como se o recém-nascido fosse esperar.

Acho que fico ligeiramente impressionada com essas coisas. Meu post de segunda ficou sério. Uia.

domingo, 16 de maio de 2010

Internautas e carência

Vou confessar que não era minha primeira intenção ficar sem postar sábado. Veio toda aquela culpa de não ser responsável em manter um blog e tal, mas, por mais que minha vida não seja recheada de aventuras radicais e viagens extraordinárias, eu ainda tenho que dar licença à ela antes da Internet, sem ressentimentos. Principalmente nos fins de semana.

Ah, tudo bem, tem gente que pensa diferente. Dois tipos de gente, aliás. O primeiro é aquele que preza o profissionalismo acima de tudo, até mesmo da vida pessoal, e eu até entendo: se eu ganhasse dinheiro pra manter o blog com posts diários e tal, eu arranjaria tempo e assunto em qualquer dia. Mas o outro tipo é aquele que tem um ataque de nervos convulsão treco se não atualizar a vida virtual. Tipo, vá lá, eu já tive minha época dessas, mas é porque eu era uma criança e realmente minha vida real não era muito importante. Agora, "adultos", trabalhadores, com deveres... me poupem, tá? Cansei de ver pessoas que existem na Internet e são sombras quando saem de casa.

E sabe que foi bem esse tipo de gente que deixou uma pergunta (?) no meu formspring mofado, pedindo para que eu não desse relatos do meu dia no (cof cof) meu blog. Posso registrar a minha opinião sobre o assunto? UAU. Simplesmente porque eu tenho um leitor fiel que quer melhorar e crescer bloguisticamente comigo. E, sério, eu até o levaria em consideração pra não perder o fã, mas não vou. Afinal, meu blog é público pra ler: se você não quiser ler, vá escrever o seu, ora bolas!

Nota pessoal: criar uma sessão Críticas e Sugestões para o blog. #not

Mudando de clima totalmente. Hoje assisti àquele filme Sete Vidas, e, com essa notícia sobre a Dona Pipi no Fantástico, eu me peguei pensando em pessoas e na atenção que eu dou a elas. Eu não sou uma pessoa ruim (se o fosse, não sofreria esses conflitos dentro da minha cabeça), mas acabo não sendo tão prestativa quanto poderia ser, seja na utilidade, seja simplesmente no carinho. Ah, e eu queria poder mudar e ser a filha querida, irmã perfeita e amiga de todas as horas, mas por alguma razão é complicado. Eu sei que alguém além de mim já pensou que talvez pudesse ser melhor para aquelas pessoas que mais precisam de nós.

E eu não queria pedir desculpas. Pedir desculpas confirma o erro e eu, ariana, preferia não ter errado. Agora eu fico pensando que, na teoria, é tão fácil consertar isso; na prática, no entanto, o mais fácil pra mim é travar e não fazer nada. Socorro? Preciso de apoio pra mudar alguns hábitos meus, pelo bem daqueles que merecem. Se estão carentes de mim, é fato: estou carente deles. Família é família, não importa o que aconteça.

Estou escrevendo há muito tempo, mas continuo sendo distraída. Melhor ficar por aqui. Vou atualizar o blog com alguns links do lado direito, pra quem gosta de Fórmula 1 e de cozinhar (porque é bom ter um blog com um assunto específico, ao invés de apenas vomitar pensamentos no bloco de notas e postar pra ninguém).

sexta-feira, 14 de maio de 2010

SEXTA-FEIRA! e velhos

Seeeeeeeexta. Pra muitas pessoas (incluindo minha irmã, vestiba), não significa nada. Pra outras (incluindo, agora, EU) é o começo de uma era de dois dias de despreocupações. Tá, talvez eu devesse ser mais responsável, pensar na faculdade durante o fim de semana, adiantar trabalhos, estudar para crescer, mas, hm... não, obrigada.

Principalmente nesse friozinho louco de CWB - aliás, alguém mais reparou que hoje deu até pra tirar o casaco de cima? -, principalmente com essa dor de cabeça, principalmente com essa falta de sono. É tipo um "me deixa!" bem articulado saindo da minha boca.

As aulas de sexta-feira não são empolgantes nem nada, mas, por caracterizarem o último dia útil da semana, qualquer coisa tá valendo. Até a aula da Nilma. Hoje assisti a 5 seminários de duas matérias diferentes, de concordâncias verbais à arte bizantina e blablabla, mas é sexta e, ao fim da aula - ou melhor, ao fim das peripécias fotográficas vespertinas, às 16h -, eu só queria tomar um banho e me jogar na cama. A segunda parte sendo a parte que eu não concluí, obviamente.

Por outro lado, uma coisa que normalmente me irrita é quando alguém chega de manhã - não importa se é uma linda sexta-feira de nuvens - com a alegria escorrendo pelas orelhas e diz "E aí, qual é a boa do findi??". Não faça isso. Eu gosto de ficar em casa e não gosto de pessoas felizes de manhã. #chutenosaco

Hoje vi duas pessoas quase serem atropeladas em horários diferentes por imprudência na hora de atravessar a rua. Um velho e uma velha. O velho simplesmente desatou a correr no meio da rápida assim que o sinal (para os carros) ficou verde (??); já a dona parecia ser meio cegueta e surda, características que deveriam, na minha opinião, dobrar o sexto sentido das pessoas e fazê-las saber que não se deve costurar os carros e chegar à mão de sentido oposto sem parar pra checar.

Ah, e eu vi uma moça (??²) de vestido preto sambando pela calçada. Vai entender esses transeuntes de hoje em dia.

Que droga, durante o dia eu sempre tenho ideias de assuntos pra comentar, mas quando começo a escrever, eles saem correndo que nem o velho da rápida. Vou carregar um bloquinho jornalístico comigo pra não deixar isso acontecer e o blog não ficar mais estúpido.

[EDITADO]
Acabei de receber a notícia que uma estudante da minha faculdade encontrou a minha carteira - há três semanas roubada num incidente maluco - no ônibus, com meus documentos dentro. Claro, sem dinheiro. Eita! Boa notícia do dia.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Beethoven e gripes ninjas

Hoje não fez tanto frio. Às vezes, isso me preocupa: a semana inteira com esse clima gelado, clima de casa, e, quando chega o final de semana, quando eu posso realmente dormir até tarde enrolada no edredon, faz sol. Bazzinga!, Luly. Mas tenho fé no dia ensolarado de inverno e nenhum grau Celsius a mais.

Pela manhã, desenvolvi uma dor de cabeça irritante que se estendeu pelo dia todo. Na verdade, ainda não foi embora completamente, e não há muitas coisas que você tenha vontade de fazer quando tem uma dor de cabeça, por isso eu passei o dia dormindo com a cabeça enfiada no travesseiro. Só que não foi uma soneca boa de pós-almoço, porque não consegui descansar (talvez, claro, pelos sonhos esquisitos do tipo viajar para um show de "The Joel Madden and Mark Hoppus Band" e quando chegar lá e pensar que estou conversando com o verdadeiro baixista do Blink 182, que é estranhamente mais alto do que eu imaginei, olhar para o lado e ver que há mais um dele, só que baxinho e gordo, e este me perguntar se eu vi Beethoven - "O cachorro?", "Não, a motorista de ônibus negra que estamos perseguindo" - e descobrir que tudo era uma conspiração da quadrilha de sósias do Mark Allan Hoppus.)

Alguém me explica por que é que eu tenho sonhos tão complexos assim e de onde eles vêm?

Enfim, não quero tomar nenhum medicamento, porque, sério, aquela vacina era pra funcionar. Se bem que eu fiquei preocupada com a falta de reação: e se a única razão pela qual estavam distribuindo vacinas de graça na faculdade era porque não eram vacinas? Podiam ser células mutantes que entram em contato com as nossas e as modificam e nós agora estamos sob o controle do personagem alternativo do Dexter e seremos personagens de videogames reais (e não, eu não tenho assistido Gamer filmes demais). Olha lá, hein, esses dias recebi um telefonema marcado como "Desconhecido", e, ao atender, veio uma gravação em voz feminina dizendo "Seu código é..." e ditou uma série de números que eu não guardei. Logo em seguida, uma mensagem de texto dizendo que minha senha para o Google era tal.

Ei, peraí. Estou virando uma ferramenta da dominação googleística. E a dor de cabeça e o enjôo são características da mutação dos meus neurônios. Ou isso, ou esses porcos são ninjas e a gripe driblou a vacina mágica.

É impressão minha ou o post de hoje foi relativamente mais bem-humorado do que o de ontem? Talvez seja a habilidade das minhas novas células, mas eu aposto na aproximação do fim de semana. Amanhã é sexta e sexta sempre traz perspectivas melhores do que, por exemplo, segunda - não importa se é uma sexta marcada por um resfriado ou uma segunda gelada de inverno curitibano.

Vou fechar os olhos por um momento pra ver se a dor de cabeça se perde no escuro e vai embora.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Aquecendo o motor

Da forma mais objetiva possível: resolvi manter um blog mais leve, que, em comparação àquela minha fonte de desabafos (não, não é o meu twitter: é o outro blog, que é bem pior), é mais adequado para tornar-se público. A primeira coisa que gostaria de deixar clara é que eu não vou disponibilizar o link do meu meu pequeno saco de pancadas escritas. O outro blog é extremamente particular. Se não fosse, qual seria o objetivo deste aqui?

De qualquer forma, sempre existirá a dúvida de quanto tempo isso vai durar. Como todos os meus outros diários, desde que eu aprendi a escrever, a primeira página prometia anos de companheirismo; duas semanas depois, nada mais digno do que enjoar da mesma capa de caderno (ou da mesma rotina que não valia 10 minutos do meu dia pra ser contada). Então tentarei ser seletiva para que os assuntos não enjoem nem a vocês, nem a mim.

Nota pessoal: não fingir que tenho leitorES, no plural.

Hoje foi o tipo de dia que levantaria meu humor em um universo normal. Frio, mas daquele frio gelado que permite que você enrole o cachecol no rosto sem ter quase nenhum olhar torto na sua direção. E o céu também estava cinza, apesar de eu ter visto uns raios de sol traiçoeiros.

Infelizmente, minha noite de sono não foi das melhores. Por algum motivo, tenho acordado muito antes do horário e, se não bastasse, não consigo pegar no sono denovo. E hoje, em especial, eu havia demorado um bocado pra conseguir dormir - resultado de horas de pensatividade intensa. E não despertei com o maior dos sorrisos, pronta pra ir pra aula de Cultura Religiosa, não senhor. Não que eu acorde com o maior dos sorrisos pra alguma das outras aulas - que não sejam Fotografia ou Processos Criativos ou Marketing -, mas né.

Acho que passei o dia em uma espécie de transe. Sabe, eu entendia o que estava acontecendo à minha volta, mas não é como se eu ligasse muito. Na verdade, minha cabeça alternava momentos fervilhantes de ideias - onde eu mudava tudo de lugar e as coisas ficavam mais interessantes - e momentos nos quais eu simplesmente desligava o interesse e divagava. Não sei qual dos dois era o melhor, mas acho que, dadas as circunstâncias, brincar de Deus me distraía mais. Se eu pudesse apenas empurrar algumas pessoas pra longe e outras pra perto, o grau de irritação que me ataca dia após dia seria decrescente, e não o contrário.

Sendo bem sincera, o que eu sempre quis já não vai acontecer mais. Sabe, largar tudo desde nova e viver por um tempo só viajando, eu e a banda, aproveitando o momento de pura juventude. Claro, não quer dizer que jamais terei a banda dos meus sonhos e não poderemos tocar pra só-Deus-sabe quantas pessoas, mas seria mais fácil quando eu não tinha algo a perder. Eu tenho coisas a perder agora, bem poucas, mas relevantes. É no que dá quando você não é uma líder e não se impõe a tempo. O velho "vai que... né?"

Ou isso ou aquilo. Escolher é difícil. Tem certas coisas que nós escolhemos por excelência, sem pestanejar, absolutamente certos. Mas outras... bem, viveríamos sem elas. E às vezes aquelas que fazem mais diferença são as que tomam o rumo da sua vida por você.

Eu tenho 5 trabalhos da faculdade pra fazer. O meu nível de interesse abrange apenas 1. Opa.