segunda-feira, 17 de maio de 2010

Procrastinating e "16 and Pregnant"

Eu odeeeeeeeeio segunda-feira. Por mais clichê que isso soe, é muito verdade. Aí não sei se é uma coisa boa ter duas aulas legais no primeiro dia útil da semana, porque, por um lado, elas pelo menos amenizam a agonia de ter que deixar a preguiça em casa já às sete da manhã; por outro, eu mal consigo ficar acordada na aula de Processos Criativos quando não me é exigido pensar (e sim apenas ouvir).

Eu já falei que minha vontade de fazer trabalhos acadêmicos não é abrangente em relação às matérias que eu tenho e foca-se apenas em maios ou menos duas delas. Se me pedem pra fazer um relatório sobre os aspectos internos de uma empresa... bla. Mas aí é que tá: meu orgulho nerd não me deixa não fazer o resto dos trabalhos de maneira aplicada, por isso eu acabo perdendo as vésperas das entregas fazendo tudo sozinha. Perfeccionismo é um negócio chato. E procrastination (por falta de palavra melhor em português) me dá um gás extra pra terminar meus projetos. Sério, eu só consigo fazer alguma coisa quando a data de entrega está por um fio. Meu TCC vai sofrer.

Acabei de deletar um parágrafo que eu enrolava desde que comecei esse post (o que faz algumas horas, que é como eu funciono: abro a página de postagem e fico dissertando por quanto tempo for necessário), porque o assunto que eu falava não é nem de perto tão relevante quanto o que eu resolvi adotar. Para os curiosos, eu só falava de vídeos do Youtube.

Há algum tempo, parece que todo mundo resolveu morrer. Não me entendam mal, pessoas morrem todos os dias - dã -, mas o fato de acontecer com personalidades globais apenas deu a impressão de uma onda de fatalidades R.I.P. Dercy Gonçalves. Mas é outro fator comum que me surpreendeu hoje: o fato de pessoas que eu conheço - isso deixa implícito que possuem a mesma idade que eu - estarem grávidas. Olha, gravidez (ou a falta dela) é totalmente controlável hoje em dia. Eu não sei se essas meninas desejaram tanto um filho que não puderam esperar pra, sei lá, arranjar um emprego, ter uma estrutura favorável ou TERMINAR O CURSINHO, mas eu aposto minhas fichas que não.

Assim, eu não sei se isso me deixa preocupada. Não só aqui, mas nos Estados Unidos também, eu via garotas no meu colégio grávidas andando do seu armário pra aula de Inglês. Não é uma cena com a qual você se acostuma, justamente porque não precisava acontecer. Se estivéssemos na Idade Média, com uma expectativa de vida de 30 anos e arranjadas para o casamento desde crianças... mas elas estão na escola, no século XXI. Nem eu sei a dimensão da cambalhota que essas vidas vão dar, mas tenho certeza que nada mais vai ser a mesma coisa.

E, sabe, eu ficaria um pouquinho mais tranqüila - em relação à criança - se eu tivesse a mínima certeza de que essas meninas fossem amadurecer com isso, abraçar a responsabilidade que a falta de responsabilidade delas trouxe. Aí eu ouço que a futura mamãe sai todo final de semana - mesmo sem o futuro papai - e bebe como se não tivese preocupações e as imagens daquele programa "16 and Pregnant", da MTV, onde as adolescentes que acabaram de sair da maternidade procuram deixar os bebês com as mães pra aproveitar o resto da juventude. Como se o recém-nascido fosse esperar.

Acho que fico ligeiramente impressionada com essas coisas. Meu post de segunda ficou sério. Uia.

Um comentário:

Matheus Chequim disse...

existe a palavra procrastinação em português, bm

eu entendo dessa palavra. e de outra que você citou também: perfeccionismo.

é engraçado, mas pra mim segunda-feira é um alívio, porque a noite de domingo que é excessivamente depressiva