De qualquer forma, sempre existirá a dúvida de quanto tempo isso vai durar. Como todos os meus outros diários, desde que eu aprendi a escrever, a primeira página prometia anos de companheirismo; duas semanas depois, nada mais digno do que enjoar da mesma capa de caderno (ou da mesma rotina que não valia 10 minutos do meu dia pra ser contada). Então tentarei ser seletiva para que os assuntos não enjoem nem a vocês, nem a mim.
Nota pessoal: não fingir que tenho leitorES, no plural.
Hoje foi o tipo de dia que levantaria meu humor em um universo normal. Frio, mas daquele frio gelado que permite que você enrole o cachecol no rosto sem ter
Infelizmente, minha noite de sono não foi das melhores. Por algum motivo, tenho acordado muito antes do horário e, se não bastasse, não consigo pegar no sono denovo. E hoje, em especial, eu havia demorado um bocado pra conseguir dormir - resultado de horas de pensatividade intensa. E não despertei com o maior dos sorrisos, pronta pra ir pra aula de Cultura Religiosa, não senhor. Não que eu acorde com o maior dos sorrisos pra alguma das outras aulas - que não sejam Fotografia ou Processos Criativos ou Marketing -, mas né.
Acho que passei o dia em uma espécie de transe. Sabe, eu entendia o que estava acontecendo à minha volta, mas não é como se eu ligasse muito. Na verdade, minha cabeça alternava momentos fervilhantes de ideias - onde eu mudava tudo de lugar e as coisas ficavam mais interessantes - e momentos nos quais eu simplesmente desligava o interesse e divagava. Não sei qual dos dois era o melhor, mas acho que, dadas as circunstâncias, brincar de Deus me distraía mais. Se eu pudesse apenas empurrar algumas pessoas pra longe e outras pra perto, o grau de irritação que me ataca dia após dia seria decrescente, e não o contrário.
Sendo bem sincera, o que eu sempre quis já não vai acontecer mais. Sabe, largar tudo desde nova e viver por um tempo só viajando, eu e a banda, aproveitando o momento de pura juventude. Claro, não quer dizer que jamais terei a banda dos meus sonhos e não poderemos tocar pra só-Deus-sabe quantas pessoas, mas seria mais fácil quando eu não tinha algo a perder. Eu tenho coisas a perder agora, bem poucas, mas relevantes. É no que dá quando você não é uma líder e não se impõe a tempo. O velho "vai que... né?"
Ou isso ou aquilo. Escolher é difícil. Tem certas coisas que nós escolhemos por excelência, sem pestanejar, absolutamente certos. Mas outras... bem, viveríamos sem elas. E às vezes aquelas que fazem mais diferença são as que tomam o rumo da sua vida por você.
Eu tenho 5 trabalhos da faculdade pra fazer. O meu nível de interesse abrange apenas 1. Opa.
Um comentário:
gosto de ouvir ou ler sobre o que você sente
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